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ANAPOLIS
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MASW e VS30 em Anápolis: Perfil de Ondas de Cisalhamento para Classificação Sísmica de Terrenos

Engenharia geotécnica com critério regional.

SAIBA MAIS

Um erro recorrente em Anápolis, especialmente nos loteamentos que avançam sobre a bacia do Rio das Antas, é assumir que a homogeneidade superficial do latossolo vermelho se mantém em profundidade. A topografia suave da região central mascara variações de rigidez que só o perfil de ondas de cisalhamento revela. Já analisamos projetos onde a adoção de um VS30 estimado por tabela, em vez de medido com MASW, subestimou a amplificação sísmica em depósitos aluvionares, levando a reforços estruturais tardios. O ensaio MASW multicanal, executado com geofones de 4,5 Hz e arranjos lineares de 24 a 48 canais, fornece a curva de dispersão que, após inversão, entrega o perfil real de Vs até 30 metros de profundidade, eliminando a incerteza que as correlações empíricas com SPT introduzem.

Medir VS30 com MASW em Anápolis não é só cumprir norma: é calibrar o espectro de resposta com a rigidez real do perfil, evitando que um solo classe D seja tratado como classe B.

Nossas áreas de serviço

Procedimento e escopo

Anápolis está a cerca de 1.017 metros de altitude, no Planalto Central, e embora o Brasil seja classificado como região intraplaca, a cidade registrou eventos sísmicos sentidos pela população em 2017, com epicentro próximo a Mara Rosa, a menos de 300 km. Esse histórico reforça a aplicação da ABNT NBR 15421:2006 para mapeamento de resposta sísmica. O parâmetro VS30 — velocidade média das ondas S nos 30 metros superiores — é o critério de entrada para a classificação do solo (classes A a E) exigida pela NBR 6122. Quando o ensaio CPT indica camadas de silte argiloso mole abaixo do solo residual, integramos os dados com a sísmica para refinar o perfil geotécnico. Em terrenos com aterro não controlado, comum nas glebas periféricas da cidade, a inversão do MASW detecta zonas de baixa velocidade que nem sempre aparecem nos furos de sondagem tradicionais.
MASW e VS30 em Anápolis: Perfil de Ondas de Cisalhamento para Classificação Sísmica de Terrenos
Imagem técnica — Anapolis

Fatores do terreno local

A marreta de 8 kg bate na placa de alumínio e gera um trem de ondas Rayleigh que viaja pelos horizontes de solo saprolítico típicos de Anápolis. Se a inversão da curva de dispersão não for feita com cuidado — respeitando o critério de misfit inferior a 5% entre a curva medida e a modelada — o perfil de Vs pode mascarar uma camada de baixa velocidade sobrejacente à rocha alterada. Esse erro compromete o cálculo do período fundamental do terreno e, por consequência, a definição do espectro de projeto. Em estruturas de médio porte na região do Distrito Agroindustrial (DAIA), onde os galpões têm grandes vãos, um VS30 superestimado leva a forças sísmicas de cálculo irreais. O microzoneamento sísmico baseado em campanhas de MASW elimina essa incerteza, estabelecendo faixas de VS30 confiáveis para cada bairro.

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Normas técnicas vigentes


ABNT NBR 15421:2006 — Projeto de estruturas resistentes a sismos — Procedimento, ABNT NBR 6122:2022 — Projeto e execução de fundações, ASCE/SEI 7-16 — Minimum Design Loads (Site Classification Based on VS30), ABNT NBR — Standard Test Methods for Downhole Seismic Testing

Dados técnicos

ParâmetroValor típico
Arranjo típico de geofones24 a 48 canais, espaçamento de 1,0 a 3,0 m
Frequência natural dos geofones4,5 Hz (ondas Rayleigh de 5 a 30 Hz)
Profundidade de investigaçãoAté 30 m (média Vs nos 30 m superiores)
Fonte sísmicaMarreta de 8 kg com placa metálica
Norma de referênciaABNT NBR 15421:2006
Parâmetro de saídaVS30, perfil 1D de Vs, módulo G0
Classificação de solo (ASCE 7-16)Classes A (rocha) a E (solo mole)

Localização e área de serviço

Atendemos projetos em Anapolis e sua zona metropolitana.

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