Em Anápolis, a expansão urbana sobre o planalto central frequentemente exige cortes em solo laterítico para implantação de galpões logísticos e condomínios residenciais. O engenheiro local sabe que a coesão aparente desse solo engana: na estação chuvosa, entre outubro e março, a sucção diminui e o fator de segurança de um talude de corte cai rapidamente. Um projeto de muros de contenção bem calibrado evita isso, partindo de parâmetros reais de resistência ao cisalhamento obtidos em laboratório acreditado ISO 17025. Antes de definir a seção do muro, é comum a equipe técnica recomendar uma campanha de sondagens SPT para mapear a profundidade do horizonte de solo saprolítico, que em Anápolis pode variar de 3 a 15 metros, influenciando diretamente a cota de arrasamento da fundação do muro.
A sucção matricial do solo laterítico de Anápolis pode adicionar até 15 kPa de coesão aparente na seca, valor que desaparece sob chuva intensa.
