Recebemos recentemente um projeto para um complexo logístico de grande porte, com galpões metálicos e uma torre administrativa de 15 pavimentos, na região do Distrito Agroindustrial de Anápolis. A equipe de cálculo estrutural nos acionou com uma dúvida objetiva: qual o fator de amplificação sísmica real para aquele perfil de solo residual, já que os mapas de ameaça do centro-oeste fornecem valores muito genéricos. A topografia levemente ondulada, com cotas variando entre 960 e 1.020 metros, e a presença de solos saprolíticos de granito alterado, típicos do planalto goiano, tornavam insuficiente qualquer estimativa simplificada da NBR 15421. Propusemos então uma campanha de microzoneamento sísmico combinando métodos geofísicos ativos e passivos para mapear a rigidez do terreno metro a metro, porque em Anápolis a heterogeneidade do manto de alteração muda completamente a resposta dinâmica em distâncias inferiores a 200 metros.
A combinação de MASW ativo e HVSR passivo permite mapear com precisão o contraste de impedância sísmica em perfis de alteração granítica, definindo classes de sítio NEHRP C e D em áreas contíguas de Anápolis.
