O crescimento de Anápolis como polo logístico e industrial do Planalto Central, impulsionado pelo Porto Seco e pela BR-153, trouxe desafios de infraestrutura que exigem soluções subterrâneas cada vez mais ousadas. As formações lateríticas que cobrem a região, resultado de milhões de anos de intemperismo tropical sobre o Complexo Granulítico Anápolis-Itauçu, apresentam um comportamento dual: resistentes quando secas, mas com tendência ao amolecimento e colapso estrutural quando saturadas. Essa característica torna a análise geotécnica para túneis em solo mole um pré-requisito incontornável em obras de metrô, galerias de utilidades ou passagens inferiores. Nosso trabalho consiste em caracterizar esses horizontes saprolíticos e lateríticos, integrando sondagens rotativas com ensaios de laboratório avançados, para que a escavação mecanizada ou o NATM sejam adaptados à realidade local de Anápolis.
Em solos lateríticos de Anápolis, a coesão aparente pode mascarar riscos reais — só a análise integrada de sucção e resistência residual evita surpresas na frente de escavação.
