Anápolis, situada a mais de 1.000 metros de altitude no coração do Planalto Central, experimenta um crescimento industrial que pressiona a ocupação de terrenos com solos residuais e colapsíveis. O projeto de vibrocompactação surge como alternativa técnica para viabilizar obras sobre esses solos, reduzindo o índice de vazios e aumentando a resistência sem a necessidade de substituição total do material. Em nossa experiência na região, a heterogeneidade dos perfis — ora com horizontes de argila siltosa, ora com areias finas lateríticas — exige uma caracterização geotécnica criteriosa que antecede qualquer definição de malha e energia de compactação. Para entender a variabilidade vertical desses estratos, é comum associarmos o vibroprojeto com campanhas de sondagens SPT que indiquem as camadas mais porosas e suscetíveis ao colapso.
A vibrocompactação em solos colapsíveis do Planalto Central exige uma abordagem que vai além do espaçamento de malha: o controle da energia transmitida é o que define o sucesso do tratamento.
