A 1.017 metros de altitude, sobre o Planalto Central Goiano, Anápolis abriga um parque industrial em franca expansão e obras de infraestrutura que demandam atenção redobrada à resposta dinâmica dos solos. Embora a sismicidade regional seja classificada como baixa a moderada, a presença de coberturas arenosas e depósitos aluvionares em vales como os do Córrego das Antas exige a verificação do potencial de liquefação sempre que a norma ABNT NBR 15421:2020 o indica. O fenômeno, que reduz drasticamente a capacidade de suporte durante vibrações, pode comprometer fundações de galpões logísticos e viadutos na cidade. Para caracterizar as camadas críticas, realizamos campanhas com sondagens de simples reconhecimento que, quando integradas a ensaios complementares, permitem aplicar os critérios de Youd e Idriss com dados locais. Em setores onde o nível freático aflora a menos de 3 metros, a campanha inclui sondagens SPT com medição de torque e coleta indeformada para ensaios dinâmicos, etapa que antecede qualquer modelagem de tensão-deformação.
Solo arenoso saturado em Anápolis pode perder até 80% da resistência ao cisalhamento em menos de 15 segundos sob vibração cíclica.
