O equipamento de cravação do SPT chega ao terreno em Anápolis montado sobre lagartas, pronto para perfurar os primeiros metros do perfil de alteração do Maciço de Goiás. A torre desce o martelo de 65 kg em queda livre, enquanto o técnico anota o número de golpes a cada 15 centímetros — é esse registro que define a tensão admissível da sapata. Em solos residuais de granito e gnaisse, comuns no perímetro urbano de Anápolis, a resistência pode variar de 5 a 25 golpes em menos de dois metros, exigindo leitura criteriosa. O projeto de fundações superficiais depende diretamente dessa campanha de campo, complementada pela abertura de poços de inspeção para classificação tátil-visual do horizonte saprolítico, e por ensaios de granulometria que quantificam a fração silto-arenosa típica da região.
O perfil de alteração do Maciço de Goiás em Anápolis exige que cada sapata seja dimensionada para recalques diferenciais inferiores a 25 mm, conforme prescreve a NBR 6122:2019.
