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Ensaio de Permeabilidade In Situ (Lefranc/Lugeon) em Anápolis

Engenharia geotécnica com critério regional.

SAIBA MAIS

Em Anápolis, a alternância entre solos residuais maduros e horizontes de saprolito com estruturas reliquiares da rocha metamórfica exige que a permeabilidade seja medida diretamente no maciço. Já vistoriámos áreas no Distrito Agroindustrial onde o perfil aparentava homogeneidade, mas a condutividade hidráulica variava uma ordem de grandeza entre a cota de assentamento de um radier e o topo rochoso. O ensaio de permeabilidade in situ, executado conforme as recomendações da ABNT NBR 14545, fornece o coeficiente de permeabilidade real do terreno, eliminando as incertezas das correlações de laboratório que frequentemente subestimam a influência das descontinuidades herdadas do xisto. Com a expansão dos condomínios logísticos ao longo da BR-153 e das novas plantas industriais na região sul da cidade, a caracterização hidrogeológica deixou de ser um complemento para se tornar etapa obrigatória de projeto, especialmente quando se prevê rebaixamento temporário do lençol ou injeção de calda de cimento em maciços fraturados.

A permeabilidade do maciço não se mede na bancada do laboratório; mede-se no furo, sob o regime hidráulico que a obra vai impor ao terreno.

Nossas áreas de serviço

Procedimento e escopo

A diferença de comportamento entre a zona central de Anápolis e os terrenos do eixo da GO-330 é significativa. No centro, os solos argilosos laterizados, com estrutura microagregada típica do Cerrado, costumam apresentar permeabilidade moderada a baixa em profundidade, e o ensaio Lefranc a carga constante é a ferramenta mais indicada para obter valores entre 10⁻⁵ e 10⁻⁷ m/s. Já nos platôs a sudoeste, onde o quartzito aflora com fraturamento tectônico, o maciço responde de forma totalmente distinta: a água percola pelas descontinuidades e o ensaio Lugeon, com obturador pneumático e patamares de pressão crescente, revela o regime de fluxo — se laminar, turbulento ou com lavagem de preenchimento. Em projeto de contenção no Jardim Alexandrina, a combinação de sondagem rotativa com ensaios triaxiais em testemunhos selecionados e ensaios Lugeon nos trechos mais fraturados permitiu definir a malha de drenagem e o ângulo de atrito efetivo com segurança.
Ensaio de Permeabilidade In Situ (Lefranc/Lugeon) em Anápolis
Imagem técnica — Anapolis

Fatores do terreno local

O clima de Anápolis, com estação chuvosa concentrada entre outubro e março e médias anuais próximas de 1.500 mm, eleva o lençol freático nos platôs de forma rápida, saturando a zona vadosa e alterando as pressões neutras que governam a estabilidade de taludes e escavações. Já acompanhamos obras de subsolo em que a programação do ensaio de permeabilidade foi postergada para o período seco, e o coeficiente obtido não representava a situação crítica de projeto — o resultado foi um subdimensionamento do sistema de drenagem e a necessidade de rebaixamento emergencial durante as chuvas de verão. Em maciços fraturados, o ensaio Lugeon é particularmente sensível à abertura das descontinuidades, e ignorar o regime de fluxo pode levar a interpretações equivocadas de estanqueidade, com risco de erosão interna progressiva em estruturas de contenção ancoradas no solo residual.

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Normas técnicas vigentes


ABNT NBR 14545:2021 - Execução de ensaios de permeabilidade em furos de sondagem, ABNT NBR 6484:2020 - Sondagens de simples reconhecimento com SPT, ISRM Suggested Method for Lugeon Test (International Society for Rock Mechanics), ABNT NBR - Standard Test Method for Determining Transmissivity and Storage Coefficient of Low-Permeability Rocks, Eurocódigo 7 (EN 1997-2:2007) - Ground investigation and testing

Dados técnicos

ParâmetroValor típico
Método do ensaioLefranc (carga constante / variável) e Lugeon (injeção sob pressão)
Norma técnica de referênciaABNT NBR 14545:2021 e ISRM Suggested Method for Lugeon Test
Coeficiente de permeabilidade (k) típico10⁻⁴ m/s a 10⁻⁸ m/s, dependendo do horizonte ensaiado
Profundidade de ensaioTrechos de 1 a 5 metros, definidos pela geologia do furo
Parâmetro complementar obtidoUnidades Lugeon (UL), regime de fluxo e comportamento das fraturas
Aplicação diretaRebaixamento de lençol, injeções de consolidação e análise de percolação em barragens
Fluido de ensaioÁgua limpa com controle de turbidez e temperatura durante o teste

Perguntas mais comuns


Qual a diferença prática entre o ensaio Lefranc e o ensaio Lugeon para um projeto de fundação em Anápolis?

O ensaio Lefranc é executado em solo e saprolito, medindo a permeabilidade da matriz porosa. O ensaio Lugeon é específico para maciço rochoso fraturado e avalia a condutividade das descontinuidades. Em Anápolis, onde o topo rochoso aparece a profundidades variáveis, é comum empregar Lefranc nos primeiros metros e Lugeon nos trechos em rocha, especialmente em obras com escavação em subsolo ou contenção ancorada.

Em que fase do projeto devemos programar o ensaio de permeabilidade in situ?

O ideal é executá-lo durante a campanha de sondagem mista, logo após a identificação dos horizontes de interesse geotécnico. Programar o ensaio depois da concretagem das estacas ou do início da escavação costuma gerar retrabalho e atraso na obra, porque o dado de permeabilidade condiciona o sistema de drenagem e a estabilidade da cava.

Qual o custo de um ensaio de permeabilidade in situ em Anápolis?

O valor de referência é de $100.000 por trecho ensaiado, considerando a mobilização do equipamento de injeção, obturador e controle de vazão. O custo final depende da profundidade, do número de trechos e da necessidade de manobras adicionais em rocha muito fraturada.

O ensaio de permeabilidade substitui o ensaio de granulometria para estimar o coeficiente k?

Não substitui, mas complementa. As fórmulas empíricas baseadas na granulometria (Hazen, Kozeny-Carman) são úteis em fase de anteprojeto, porém não capturam a macroestrutura do solo — fissuras de ressecamento, canais de raiz, juntas de alívio. O ensaio in situ mede o comportamento do maciço como um todo, e a comparação entre os dois valores ajuda a calibrar o modelo hidrogeológico.

Qual a influência da chuva no resultado do ensaio Lefranc?

A precipitação recente pode elevar artificialmente o nível d'água e mascarar a permeabilidade real da zona vadosa. Sempre que possível, programamos o ensaio com o furo estabilizado e monitoramos a pluviometria da semana anterior. Em período chuvoso, o dado é interpretado com cautela e, se necessário, repetimos o trecho após alguns dias de estiagem.

Localização e área de serviço

Atendemos projetos em Anapolis e sua zona metropolitana. Mais info.

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