Em Anápolis, a alternância entre solos residuais maduros e horizontes de saprolito com estruturas reliquiares da rocha metamórfica exige que a permeabilidade seja medida diretamente no maciço. Já vistoriámos áreas no Distrito Agroindustrial onde o perfil aparentava homogeneidade, mas a condutividade hidráulica variava uma ordem de grandeza entre a cota de assentamento de um radier e o topo rochoso. O ensaio de permeabilidade in situ, executado conforme as recomendações da ABNT NBR 14545, fornece o coeficiente de permeabilidade real do terreno, eliminando as incertezas das correlações de laboratório que frequentemente subestimam a influência das descontinuidades herdadas do xisto. Com a expansão dos condomínios logísticos ao longo da BR-153 e das novas plantas industriais na região sul da cidade, a caracterização hidrogeológica deixou de ser um complemento para se tornar etapa obrigatória de projeto, especialmente quando se prevê rebaixamento temporário do lençol ou injeção de calda de cimento em maciços fraturados.
A permeabilidade do maciço não se mede na bancada do laboratório; mede-se no furo, sob o regime hidráulico que a obra vai impor ao terreno.
